Axolotle Atropelado
Autora: Helene Hegemann
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580570588
Ano: 2011
Páginas: 208
Classificação: 3/5
Sinopse: “Vidas terríveis são a maior das felicidades”,
desabafa Mifti em seu diário. Aos dezesseis anos ela assumiu sua condição de
“garota-problema” participante da cena underground de Berlim, onde mora desde a
morte da mãe. A narrativa de suas experiências, radicalmente influenciadas pelo
uso de drogas diversas, faz o leitor mergulhar em uma sequência de
acontecimentos paradoxais e incomuns.
Mifti é a
protagonista de Axolotle Atropelado, romance de estreia da alemã
Helene Hegemann que, aos 17 anos, conquistou a crítica literária e se
transformou em fenômeno editorial no país. Pertencente a uma família
disfuncional, com seus meios-irmãos ricos e negligentes e o pai egoísta, Mifti
luta para dar sentido a sua vida. Em seu diário, alucinações e realidade se
mesclam na descrição de sua rotina, pontuada por experiências de
sadomasoquismo, autodestruição e abuso de drogas – entre álcool, heroína e
ecstasy. Ela, que anseia por liberdade e pela fuga das convenções sociais, tece
críticas à família e à sociedade alemãs e discursa sobre filmes, música e
filosofia.
Em busca por uma parceria e por uma compreensão incondicional, Mifti adota um mascote exótico e surpreendente: o axolotle – uma espécie de salamandra mexicana que permanece em estado larvário, sem se desenvolver.
Em busca por uma parceria e por uma compreensão incondicional, Mifti adota um mascote exótico e surpreendente: o axolotle – uma espécie de salamandra mexicana que permanece em estado larvário, sem se desenvolver.
Através de uma narrativa forte e
pesada, Helene constrói a vida da personagem Mifti. A sinopse já nos traz
bastante traços importantes na construção da mesma e do enredo. Ela é uma
adolescente de 16 anos, que tem como companhia os meios-irmãos, as drogas e o álcool.
Além disso, é bissexual assumida, e nos choca com diversas passagens em que
traz a tona seu lado erótico.
“A única coisa que desenvolvi foi um amor por adjetivos que deixa todo o resto na sombra.”
Confesso que a primeira sensação ao
terminar o livro foi: de onde essa garota tirou essa brisa? Porque sério, pra
mim esse livro foi uma grande brisa. Construções gramaticais de difícil
entendimento, alucinações, sadomasoquismo. Tudo disposto de maneira bem “louca”
a meu ver.
O axolotle entrou em cena quase no
final do livro e ainda não encontrei uma função prática para o mesmo dentro da
obra. Quem sabe com uma segunda leitura, meus horizontes acerca do livro não se
abram, não é mesmo?

















Eu comprei esse livro totalmente as cegas, sem saber do que se trata nem nada, só porque estava barato e porque gostei da capa, e confesso que ia demorar para lê-lo, mas, agora fiquei curiosa. Adorei a resenha.
ResponderExcluirBeijos.
http://palavrasdeumlivro.blogspot.com.br/
Não conhecia esse livro e pela sua resenha não fiquei lá muito interessada não. A sinopse da a impressão que o livro gira em torno do axolotle, mas pelo que você disse ele não é um personagem muito ativo. Enfim, adorei a resenha (:
ResponderExcluirBeijo;*
Naty.
Que legal esse livro! Nem conhecia mas agora vi e quero! Achei bem bacana.
ResponderExcluirBom dia Pamela :)
ResponderExcluirComo vai?
Até que gostei da resenha mas não sei,o livro não tem uma temática que me motivou a ler sabe?
Beijos e cuide-se
Resenha muito legal! achei a história bem interessante,apesar de parecer um pouco "pesada".Me lembrou um pouco de "eu,Christiane F". Vou ler com certeza.
ResponderExcluir